O QUE É MEIO AMBIENTE? CONCEITOS.

CONCEITOS ECOLÓGICOS BÁSICOS
RELACIONADOS À FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
 

O que é Zoologia?

                MEIO AMBIENTE – é o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

BIOSFERAbiosfera. Bios vem do grego “vida”. A biosfera se estende um pouco acima e um pouco abaixo da superfície do planeta é uma película de terra firme, água, energia e ar que  envolve o planeta Terra. É o habitat viável de todas as espécies de seres vivos.

ECOLOGIA – É o estudo do lugar onde se vive, com ênfase sobre a totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente. Deriva do grego “oikos” = casa e “logos”=estudo, ou seja, o estudo do meio ambiente onde vivemos e a sua relação e interação com todos os seres vivos.

                IMPACTO AMBIENTAL – qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais .

                EL NIÑO – É um fenômeno meteorológico natural que se repete de 2 a 7 anos, em média, e decorre do aumento anormal da temperatura do Oceano Pacífico, atingindo mais intensamente o Peru. A costa peruana é caracterizada por águas muito frias. Como a substituição  das águas normalmente frias por quentes costuma ocorrer logo após o Natal, esse fenômeno meteorológico passou a ser chamado de El Niño ( o Menino Jesus, em espanhol). Há registros de sua  ocorrência desde a época do descobrimento da América. O aquecimento das águas superficiais do Pacífico interfere no regime de ventos e, portanto, no deslocamento das nuvens e no regime das chuvas, gerando alterações  significativas do clima em todo o planeta. Grandes secas na Índia, no Nordeste do Brasil, na Austrália, Indonésia e África podem ser decorrentes do fenômeno, assim como algumas enchentes no Sul e Sudeste do Brasil, Peru, Equador e no Meio Oeste dos Estados Unidos. Em  algumas áreas, observam-se  temperaturas mais elevadas que  o normal ( como é o caso das regiões central e Sudeste do Brasil, durante o inverno), enquanto em outras ocorrem frio e neve em excesso. Especificamentee no Brasil, o El Niño provoca chuvas intensas no Sul e secas mais severas no Norte e Nordeste.  O Estado de São Paulo está localizado numa zona de transição. Aqui o El Niño provoca chuvas ligeiramente acima do normal, mas também provoca uma melhor distribuição de chuvas em alguns meses (setembro, novembro, abril e maio). Isso significa que o fenômeno  pode apresentar aspectos negativos, como a maior possibilidade de ocorrência de inundações, mas também pode ser benéfico, desde que se esteja convenientemente preparado para enfrentá-lo. Assim, a melhor distribuição de chuvas pode beneficiar a agricultura. Do ponto de vista  hidrológico, o El Niño aumenta a chance de ocorrência de vazões mais  elevadas em rios do Estado de São Paulo. Isso pode provocar enchentes e  inundações, mas ao mesmo tempo, também com o aumento da vazão dos  rios, melhora as condições de geração de energia e abastecimento de água . El NINO eu diaria EL DEPREDAÇÃO, Como ambientalista as graves mudanças crimáticas não seria nada mais com a retirada da roupa da mãe Natureza, O ciclo normal das chuvas estão sendo alteradas não pelo el-nino mas sim pela mão do homem. É muito facil de entender. Observe a Amazonas ainda temos uma densa biodiversidade de elementos vegetais a quantidade de floresta é imensa e umida isto provoca chuvas torrenciais quase todos os dias, embora o solo seja muito pobre, a vida é imensa nesta floresta. As arvores seguram o vento não deixando que circule livremente sendo que em uma area aberta, ele criaria mais força e poderia até se transformar em um furacão. A influencia dos ventos sem a umidade nescessária das arvores os rios e nascente secam mais rapidamente e o vento se incubi de levar esta evaporação para lugares distantes ou perto, que dependerá quando irá encontrar com a frente fria, esta é a umidade do solo que se desloca e causa a chuva.Porque alguns deserto nunca chove? Porque chove muito as vezes em um lugar só? Porque as alta temperaturas? Isto não acontecia antes do Homem começar a depredar…

                UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – unidades de conservação são as porções do território nacional, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais de relevante valor de domínio público ou  propriedade privada, legalmemnte instituídas pelo poder público com os objetivos e limites definidos, sob regimes especiais de administração, às quais se aplicam garantias adequadas de proteção.

FLORESTA – entidade biológica formada por um conjunto complexo de  formas vegetais interdependentes, que se dispõe em camadas, e cujo elemento dominante é a árvore.

FLORA SILVESTRE – É o conjunto de vegetais naturais de uma região ou país. Vegetais nativos do lugar.

FLORA EXÓTICA – É o conjunto de vegetais não nativos de uma região,que foi adaptado ao local ou importado.

                Mata Atlântica – Formação vegetal com grande riqueza de espécies, geralmente apresentando três estratos: superior com espécies arbóreas de altura entre 15 a 40 metros; intermediário com alta densidade de espécies, constituído por arbustos, arboretos e árvores de pequeno porte, entre 3 e 10 metros; e um terceiro,  composto por grande variedade de ervas rasteiras, cipós, trepadeiras, além de palmeiras e samambaias. A Mata Atlântica abriga grande variedade de espécies da fauna brasileira, como: onça, sagui de tufo preto, paca, cotia, tucano de bico verde, caxingulê, mono-carvoeiro, entre outras. Essa vegetação atualmente  recobre principalmente o litoral e Serra do Mar, estendendo-se para o interior do Estado, onde adquire características típicas de clima mais seco com perda de folhas, floração e frutificação em períodos bem determinados. Entre a formação vegetal da Mata Atlântica encontra-se o pau-jacarré, bromélia, palmeira, guapuruvú e a embaúba Hoje só existe 3% da da mata atlântica e se extiguirá em pouco tempo, enquanto a  fauna e flora agoniza sua morte. Os  policos corruptos e gananciosos ficam para lá e para cá de jatinhos e hotéis de luxo gastando rios de dinheiro O nosso dinheiro. E assim acabará a Amazonas em um enorme deserto, e o resto do pais sendo roubado todos os dias, seus recursos naturais; Acordem povo Brasileiro antes que seja muito tarde.

                MANGUE – Formação típica de litoral, sob ação direta das marés, com solos limosos de regiões estuárias. Constitui-se de único estrato de porte arbóreo e diversidade muito restrita. Neste ambiente salobro desenvolvem-se espécies adapatadas à essas condições, ora dominado por gramíneas o que lhe confere uma fisionomia herbácea; ora dominado por espécies arbóreas. O mangue abriga grande variedade de espécies da  fauna brasileira, como tapicuru, guará, crustáceos, sapos, insetos, garça, entre outros. O mangue, devido ao acúmulo de material orgânico, característica importante desse ambiente, garante alilmento e proteção  para a reprodução de inúmeras espécies marinhas e terrestres.

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) – são destinadas à proteção ambiental, visando assegurar o bem-estar das populações humanas e a conservação ou melhoria das condições ecológicas locais.

                RESERVAS BIOLÓGICAS – são áreas delimitadas com a finalidade de preservação e proteção integral da fauna e flora, para fins científicos e educativos, onde é proibida qualquer forma de exploração dos seus recursos naturais.

                ESTAÇÕES ECOLÓGICAS – são áreas representativas de ecossistemas brasileiros, destinados à  realização de pesquisas básicas e aplicadas de ecologia; à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista. Nessas áreas não há exploração do turismo.

PARQUES –  são áreas geográficas extensas e delimitadas, dotadas de atributos naturais excepcionais, objeto de preservação permanente,submetidas à condição de inalienabilidade e indisponibilidade em seu todo. Destinam-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos. São criadas e administradas pelos Governo Federal, Estadual e Municipal, visando principalmente a preservação dos ecossistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem.

                ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
–  pelo Art. 2º da lei 4771/65, consideram-se de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:
a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja:
1) de 30 (trinta) metros para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;
2) de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinqüenta) metros de largura;
3) de 100 (cem) metros para os cursos d’água que tenham de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) metros de largura;
4) de 200 (duzentos) metros para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura esta é a lei arbitraria dos politicos dá para a mãe Natuereza que sacia nossa sede e mata nosso fome.
5) de 500 (quinhentos) metros para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; artificiais;
b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d’água naturais ou
c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados olhos d’água, qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinqüenta) metros de largura;
d) no topo de morros, montes, montanhas e serras;
e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive;
f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;
h) em altitudes superiores a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação; e pelo Art. 3º, consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas:
a) a atenuar a erosão das terras;
b) a fixar as dunas;
c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;
d) a auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares;
e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico;
f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção;
g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas;
h) a assegurar condições de bem-estar público.

                POLUIÇÃO –  degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:

a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;

                   b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;

                   c) afetem desfavoravelmente a biota;

                  d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e

                   e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais
estabelecidos.

                RECURSOS NATURAIS -a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo e os elementos da biosfera, a fauna e a flora.

CAMPO - formação com apenas um andar de cobertura vegetal, constituída principalmente de leguminosas, gramíneas e ciperáceas de pequeno porte, inexistindo praticamente, formas arbustivas.

CAMPO SUJO – formação com apenas um andar de cobertura vegetal, constituída principalmente de leguminosas, gramíneas e ciperáceas de pequeno porte, inexistindo praticamente, formas arbustivas.

CERRADO OU CAPOEIRA – formação vegetal constituída de dois andares, o primeiro de vegetação rasteira e o segundo de arbustos e formas arbóreas que raramente ultrapassam 6 metros de altura. Há o domínio de formas arbustivas. As espécies vegetais mais comuns no cerrado são o faveiro, a copaíba, o angico preto, o barbatimão e a lixeira. O cerrado é riquíssimo em espécies animais devido ao seu grande número de nichos ecológicos. Abriga algumas espécies ameaçadas de extinção como o tamanduá-bandeira, o tatu- canastra, o tatu-bola, o veado campeiro, o lobo-guará, a onça pintada, a ema e a perdiz. As áreas de cerrado são alvo constante de expansão agrícola pela facilidade de mecanização do terreno. Além disso, apresentam características que as tornam muito suscetíveis ao fogo.

                CERRADÃO OU CAPOEIRÃO – formação vegetal constituída de 3 andares; o primeiro apresenta espécimes rasteiras ou de pequeno porte; o segundo apresenta arbustos e pequenas formas arbóreas, constituindo o sub-bosque; e o terceiro apresenta formas arbóreas de 5 a 20 metros de altura, com predominância de madeiras duras.

RESTINGA- a vegetação de restinga é aquela que podemos encontrar ao  longo das praias e das planícies costeiras. Sua fisionomia variada está diretamente relacionada ao solo arenoso onde ela se encontra.

                Vegetação de praias e dunas – localiza-se próxima ao mar sobre areia  seca, onde encontra-se vegetação rasteira e alguns arbustos.

                Vegetação sobre cordões – seguindo em direção à serra, nas partes mais altas das ondulações dos cordões encontram-se  moitas e arbustos com ramos retorcidos.

Floresta baixa de restinga – localiza-se mais para o interior e a vegetação é mais alta, com arbustos e arvoretas, presença de bromélias, trepadeiras e orquídeas.

                 Floresta de alta restinga – com árvores mais altas ( 10 a 15 metros) e com copas que se tocam.

Ebrejo de restinga – permanentemente inundado, sua vegetação é  herbácea.

Floresta paludosa – menos fechada, inundada com predominância de caixeta ou guanandi.

Floresta paludosa sobre solo turfoso – também menos fechada e inundada, mas em seu substrato encontra-se grande quantidade de matéria orgânica.

Transição restinga encosta – é uma vegetação densa com árvores de cerca de 18 m de altura e onde contramos com frequência o palmito e animais de grande porte como macacos bugios e onças.

                Características:

                     – Depende mais do solo do que do clima.

                     – As diferentes situações de drenagem condicionam a formação do mosaico da restinga.

- Ocorre interligação florística entre as formações da enconsta e da restinga e interações de fluxo dos nutrientes entre a restinga e o  manguezal.

- A vegetação de restinga impede que a areia invada o manguezal estabilizando-o.

- Caracteriza a vegetação de restinga a capacidade de suportar altas temperaturas e salinidade, de dessecação  e de sobrevivência com pouco disposição de nutrientes.

- A grande quantidade de bromélias nas restingas equilibra o sistema, por sua capacidade de reter água e nutrientes.

- Podem ocorrer os seguintes contatos: floresta de encostamanguezal-restinga; floresta de enconsta- restinga-manguezal e floresta de encosta-restinga- manguezal,

- Existem formações na restinga que não possuem processo sucessional – são pioneiras de primeira ocupação: Praias e dunas, entre cordões arenosos, brejos e floresta paludosa (arbórea aberta, caxeta/guanandi).

ÁREAS NATURAIS TOMBADAS - São áreas ou monumentos naturais, cuja conservação é de interesse público, seja pelo seu valor histórico, ambiental, arqueológico, geológico, turístico ou paisagístico. Podem ser instituídas em terras públicas ou particulares e, uma vez inscritas no Livro do Tombo, essas áreas passam a ter restrições quanto ao uso, de modo a garantir a conservação de suas características originais.

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL – Respeitados os princípios constitucionais que regem o exercício do direito de propriedade, o poder executivo poderá criar Áreas de Proteção Ambiental, estabelecendo normas que limitem ou proibam a implantação ou o desenvolvimento de atividades que afetem as características ambientais dessas áreas, sua condições ecológicas ou ainda que ameacem extinguir as espécies da biota regional.
Nesse sentido, a APA é uma Unidade de Conservação que visa a proteção da vida silvestre e a manutenção de bancos genéticos, bem como dos demais recursos naturais, através da adequação e orientação das atividades humanas na área, promovendo a melhoria da qualidade de vida da população.
Trata-se de uma forma de conservação que disciplina o uso e a ocupação do solo, através do zoneamento, procedimentos de controle e fiscalização, programas de educação e extensão ambiental, cujo encaminhamento se dá em articulação com os órgãos do poder executivo, com as universidades, os municípios envolvidos e as comunidades locais. A implantação das APAs federais é de competência do IBAMA, das estaduais compete à Secretaria do Meio Ambiente respectiva.

                ÁREAS DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO - A criação de uma ARIE tem como finalidade a proteção de uma área natural de grande valor ecológico e extensão relativamente pequena (sempre inferior a 5.000 hectares), regulamentando e disciplinando a utilização de seus recursos ambientais.

ÁREAS SOBRE PROTEÇÃO ESPECIAL – São áreas ou bens assim definidos pelas autoridades competentes, em terras de domínio público ou privado, cuja conservação é considerada prioritária para a manutenção da qualidade do meio ambiente, do equilíbrio e da preservação da biota nativa. Podem ser definidas por resolução da autoridade ambiental federal, estadual ou municipal. Essa mesma autoridade é responsável pela coordenação das ações necessárias à sua implantação e conservação. As ASPES se caracterizam como uma primeira medida de proteção de áreas ou bens que após estudos mais aprofundados podem ser incluídos em outras categorias de conservação mais restritivas.

                RESERVAS FLORESTAIS – Esta categoria de manejo é transitória. Geralmente são áreas extensas, não habitadas, de difícil acesso e ainda em estado natural. Seus recursos naturais não se encontram suficientemente identificados e avaliados a ponto de permitir que sejam manejadas. Busca-se então, através da criação das reservas, proteger seus recursos  para uso futuro e impedir ou reter qualquer atividade que ameace sua integridade, até que as áreas sejam melhor conhecidas e então estabelecidos objetivos de manejo permanente como, por exemplo, transformá-las em Estação Ecológica, Parques Estaduais ou Reservas Biológicas. Enquanto isso não ocorre, as Reservas Florestais permanecem protegidas pela legislação estadual e administradas pelo Instituto Florestal.

RESERVAS LEGAIS AVERBADAS – O art. 16 do Código Florestal estatui que as florestas de domínio privado, não sujeitas ao regime de utilização limitada (art. 10) e ressalvadas as de preservação permanente, previstas nos art. 2º e 3º do Código, são suceptíveis de exploração, com as restrições discriminadas nas alíneas do dispositivo, permitindo-se a derrubada ou o desflorestamento, respeitado o limite mínimo de 20% ou 50%, conforme o caso, da área da propriedade com cobertura arbórea  localizada, a critério da autoridade competente, ou ainda, com observância de normas técnicas de condução e manejo pelo poder público, tudo conforme a região e a natureza da formação florestal (nativas, primitivas ou regeneradas). A legislação complementar institui ainda, a obrigação da averbação em cartório às margens da matrícula, bem como a demarcação da área perimetral com picadas de 3 metros de largura e piquetes a cada 30 metros. Nos loteamentos especificamente, deverá ser agrupada.

PIRACEMA – É a época em que os cardumes se deslocam rio acima, rumo às nascentes, para reprodução. Pescar na época da Piracema significa interromper a procriação dos peixes, o que pode comprometer a manutenção dos cardumes e mesmo acarretar no desaparecimento de algumas espécies de peixe. Normalmente o defeso ocorre de novembro a janeiro podendo variar em cada região.

EROSÃO – o fenômeno de degradação e decomposição das rochas ou as modificações sofridas pelo solo devido a variações de temperatura e, principalmente à ação da água e do vento, é chamado de erosão. A erosão  também pode ser induzida pela ação humana que acelera esse processo por meio de:

- culturas não adaptadas às características das terras;

                   – queimadas;

                   – desmatamento;

                   – mineração;

                   – compactação do solo pelo mau uso de máquinas;

                   – plantio feito de forma incorreta;

                   – ocupação irregular e não planejada de morros; e

                   – pisoteio excessivo do gado em pastagens.

                   Tipos de Erosão:

                   – Laminar: Arraste de uma camada muito fina e uniforme do solo, sendo a forma mais perigosa de erosão, uma vez que não percebida logo no início, faz-se notar somente quando atinge um grau muito elevado, após descobrir as raízes das plantas.

- Sulcos: formação de valas ou sulcos no terreno, sendo facilmente percebida. Em estágios mais avançados favorece o aparecimento de voçorocas.

- Voçorocas ou Boçorocas: aparecem geralmente nos terrenos arenosos  e porosos. Em estágios avançados são de difícil recuperação.

                   Erosão por Água e Vento:

                   – Pluvial (ação das chuvas)

                   – Fluvial (ação dos rios)

                   – Marinha ( ação do mar)

                   – Glacial ( ação do gelo)

                   – Eólica (ação do vento)

                   Técnicas para Controle da Erosão e Conservação do Solo:

                   – Marcar as curvas em nível: diminui os efeitos de declividade  do terreno. As culturas não devem ser implantadas morro abaixo.

- Terraceamento: construção de obstáculos seguindo as curvas em nível ou não, para reduzir a velocidade das águas que escorrem pelo terreno.

- Capina Alternada: evita que o terreno fique completamente limpo não sendo aconselhável na época da seca deixar o mato sobre o solo, devido a concorrência com a plantação na absorção da água.

- Adubação Verde: consiste no plantio de leguminosas nas entrelinhas de culturas perenes ou em terrenos que irão receber culturas anuais, visando proteger o solo, acumular matéria orgânica e reter a umidade.

- Calagem: incorporação de calcário no solo para melhorar a absorção de nutrientes e agregação das partículas do solo, promovendo melhor infiltração  da água.

Problemas Causados pela Erosão:

                   – Perda de solo pelo arraste de partícula, acarretando queda na produtividade;

- Assoreamento dos cursos d’água (nascentes, córregos e rios);

                   – Contaminação nas águas por agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes químicos) que são arrastados com partículas do solo;

- Desmoronamento de encostas e taludes (degraus com inclinação determinada para conter a encosta) ou abertura de valetas.

PALMITO JUÇARA - na floresta atlântica o Juçara (Euterpe edulis), que também é conhecido como jiçara, palmito-branco, palmito doce ou jissareira. O Palmito Juçara já foi abundante em toda Mata Atlântica, mas devido a intensa exploração está cada vez mais raro. Encontrado em maior quantidade somente na região do Vale do Ribeira no Estado de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O juçara é uma planta importante na floresta, pois serve de alimento para vários animais, que por sua vez, são polinizadores e dispersores de sementes de outras plantas. Por isso é chamado de “mutualista-chava”, ajudando o equilíbrio desse ecossistema.
Além disso, o Palmito é uma importante alternativa de exploração econômica dos recursos da floresta, devendo ser protegido e explorado racionalmente, como no Manejo de Rendimento Sustentado. O Palmito juçara desenvolve-se na sombra de outras árvores e tem três fases de crescimento: plântula, planta jovem e planta adulta, quando começa a produzir frutos. O tempo desde a germinação até a planta adulta, pode varirar de 8 a 15 anos e em média de 50 sementes que germinam, só uma irá chegar à fase adulta. O Juçara depois de cortado não rebrota. Hoje dependendo da área onde é extraído essa planta e não havendo autorização legal, pode ser considerado crime ambiental nos termos da Lei n.9605/98. O palmito preparado de forma clandestina geralmente não tem boas condições de higiene, colocando em risco a saúde do consumidor.
Conservas contaminadas podem provocar diversos problemas, inclusive o botulismo, que pode ser mortal. O controle da exploração dos recursos naturais é realizado pelo DEPRN e as unidades de Policiamento Florestal e de Mananciais, no Estado de São Paulo. Veja nas Home Pages dos BPFM os principais endereços dessas Unidades, onde se poderá fazer as denúncias diretamente, caso tenha conhecimento da exploração ilegal. E lembre-se: não compre palmito sem rótulo; verifique se a embalagem está em perfeitas condições e não tenha traços de ferrugem; confira se a embalagem apresenta o registro do IBAMA e endereço do fabricante; veja se a embalagem está em perfeitas condições e cuidado ao comprar palmito “in natura”, via de regra, são originários de exploração ilegal.

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